As zonas azuis: o que as cinco regiões mais longevas do planeta ensinam

Existem lugares no mundo onde chegar aos cem anos é quase rotina. Pesquisadores batizaram essas regiões de zonas azuis: Okinawa, no Japão; a Sardenha, na Itália; a península de Nicoya, na Costa Rica; a ilha de Icária, na Grécia; e a comunidade adventista de Loma Linda, na Califórnia. Nelas, a proporção de centenários é muito maior do que a média mundial, e as doenças crônicas aparecem bem mais tarde.

O jornalista e explorador Dan Buettner mapeou nove hábitos comuns a essas populações. Entre eles estão o movimento natural ao longo do dia, sem depender de academia; um propósito de vida claro; momentos regulares de desaceleração; a regra dos 80%, que ensina a parar de comer quase satisfeito; uma dieta majoritariamente vegetal; e o hábito de manter relações familiares e sociais fortes. Pertencer a uma comunidade, seja ela religiosa ou não, também aparece como fator de proteção.

Nem tudo nas zonas azuis é consenso científico. Parte dos registros de idade em Okinawa foi perdida durante a Segunda Guerra Mundial, e alguns pesquisadores questionam a precisão dos dados mais antigos. Isso não invalida o conceito: mostra apenas que ele funciona melhor como inspiração de estilo de vida do que como fórmula exata.

No fim, o recado das zonas azuis é simples e replicável em qualquer cidade grande: comer com mais vegetais e menos pressa, caminhar mais, cultivar amizades e manter um motivo para levantar da cama todos os dias.

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